quinta-feira, 20 de abril de 2017

4 erros que você não pode cometer ao fazer fluxo de caixa







Todos os diretores e gerentes financeiros das empresas sabem que o fluxo de caixa é um dos principais instrumentos para que seja feito um controle financeiro eficaz e bem detalhado de um negócio. Essa ferramenta, utilizada para acompanhar a movimentação de capital do negócio, é calculada com base nas entradas e saídas de capital no caixa da empresa.
O grande objetivo do fluxo de caixa é organizar todas as contas da empresa, de forma a criar uma base de dados que possibilite aos diretores administrarem e acompanharem o desempenho financeiro do negócio. Além disso, essa ferramenta permite que os gestores saibam sempre qual é o valor disponível para investimentos e melhorias na empresa.
Cometer erros no controle do fluxo de caixa pode ser crucial para a empresa e prejudicá-la bastante, podendo levá-la à falência. Para ajudá-lo a não enfrentar dificuldades financeiras, separamos neste post 4 erros que você não pode cometer ao fazer fluxo de caixa, Confira!
1. Não determinar o período para fazer fluxo de caixa

Antes que os diretores e gerentes financeiros comecem a calcular e controlar o fluxo de caixa, é preciso definir qual será o período de controle. Esse período pode ser diário, quinzenal, mensal e anual, devendo ser medido de acordo com os objetivos e demanda da empresa — podendo ser feito também mais de um tipo de controle para o desenvolvimento de indicadores financeiros.
A não determinação dessa periodicidade pode interferir na veracidade dos dados, fazendo com que as informações sejam confusas e muitas vezes diferentes da realidade da empresa. Por isso, é muito importante definir esse período e deixar devidamente documentado para ciência de todos.
2. Deixar de registrar todas as movimentações financeiras

Independentemente do valor da transação, é muito importante que todas as movimentações financeiras, sejam elas contas pagas ou proventos, sejam devidamente registradas no fluxo de caixa da empresa. É imprescindível que todos os dados e informações sejam inseridos para um controle eficaz e, dessa forma, evitar qualquer tipo de erro.
Vale lembrar de uma famosa máxima que diz ser impossível controlar aquilo que não se conhece e não se registra. Pode-se dizer que o fluxo de caixa é uma das ferramentas mais importantes para a mensuração de resultados de uma empresa.
3. Não planejar a curto e a longo prazo

Com todos os registros financeiros da empresa e conhecendo a tendência do caixa, é fundamental utilizar essas informações para prepará-la e planejá-la. O planejamento do negócio, quando não realizado pode prejudicar o desempenho da empresa e suas contas, tanto em curto quanto em longo prazo.
Tendo os registros das contas da empresa devidamente realizados, tem-se total controle sobre as finanças e sabe-se o momento na qual ela se encontra e o que ela tem enfrentado. Isso torna o planejamento mensal, semestral e anual muito mais certeiro.
4. Falta de um instrumento de para fazer fluxo de caixa

Por último, outro erro que jamais pode ser cometido é a não utilização de uma planilha ou um sistema integrado para se fazer e medir o fluxo de caixa. Uma ferramenta dedicada ao controle financeiro é fundamental para que se tenham dados confiáveis e assim sejam tomadas as melhores decisões para empresa.
Agora que você já conhece 4 erros que você não pode cometer ao fazer fluxo de caixa, não deixe de compartilhar nas redes sociais e ajudar também seus amigos a manterem suas empresas sempre em destaque no mercado!

Fonte - Rodrigo Mendes


Rua Claudio Sandres, 100,  2 Piso, Sala 1 - Centro - CEP 670030-325 - Ananindeua - PA
Fone: (91) 3255 4594   TIM 98109-3956 - OI 98882-1832
https://www.facebook.com/contabilidade.belem/
https://plus.google.com/102608462072651486555/posts

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Distribuição de Lucros e Dividendos deve seguir regra

Diferente do pró-labore, o rendimento tributável que o sócio recebe por seu trabalho, a distribuição de lucros (sociedade limitada) ou dividendos (sociedade anônima) é uma forma legal e fiscal de remuneração dos investidores pelo capital investido. Seu grande atrativo é ser isenta de tributos se obedecer à legislação fiscal.
Estabelecida pela Lei nº 9.249/95, a isenção vigora desde 1996 e especialistas apontam-na como um fator competitivo no cenário internacional. “O Brasil é um dos poucos países onde a distribuição de lucros e dividendos é isenta de imposto de renda”.
O principal requisito para a distribuição é a existência efetiva de lucro ou reserva de lucros.  Não basta que o lucro exista apenas na escrituração contábil. A sociedade deve possuir ativos ou recursos suficientes para quitar o valor distribuído.
“A distribuição costuma ser feita de acordo com a participação de cada um no contrato societário ou estatuto da empresa, em observância à legislação fiscal”. Pode, contudo, não ser exatamente propor­cional, desde que siga certa razoabilidade eco­nômica e esteja prevista no contrato social.
Estar em dia com o fisco também é uma exigência para a distribuição. “Se a empresa tiver débitos de tributos federais vencidos não poderá distribuir lucros ou dividendos”.
A distribuição de lucros aos sócios administradores ou gestores é muito benéfica. “Pode resultar em melhor remunera­ção não caracterizada de pró-labore, sobre o qual incide Imposto de Renda Retido na Fonte na tabela progressiva e contribuição previden­ciária ao Instituto Nacional do Seguro Social na pessoa física e na empresa. A distribuição de lucros, contudo, não substitui o pagamento de pró-labore”.
A distribuição de lucros aos empregados, tributável na fonte, tem suas diretrizes tratadas na Lei nº 10.101/2000. Não obrigatória, é considerada um incentivo à produtividade. Que é diferente da distribuição de lucros aos sócios.
Todos os regimes
Empresas que atuam sob quaisquer regimes fiscais podem distribuir lucros ou dividendos. A isenção das empresas do Simples é limitada ao valor da aplicação dos percentuais de lucratividade fixados pelo artigo 15, da Lei nº 9.249/95 (8% sobre a receita bruta mensal, via de regra, ou 32% para prestação de serviços, afora algumas situações específicas) subtraído do valor de impostos e contribuições devidos no regime. “Se a empresa mantiver escrituração contábil regular, o lucro que ultrapassar o limite pode, ainda assim, ser distribuído aos sócios, de forma isenta”.
A legislação tributária que rege o Lucro Presumido autoriza a distribuição isenta quando os lucros corresponderem ao valor da base de cálculo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) “presumido”, após a subtração de todos os impostos e contribuições a que a empresa estiver sujeita.
A partilha pode ocorrer no encerramento do ano ou do trimestre. “Também aqui, se o resultado superar os valores da legislação fiscal, mas for demonstrado pela escrituração contábil, será isento”. Poderá também ser antecipado mensalmente.
Um alerta para outra condição: “Se a escrituração ocorrer via livro-caixa, a distribuição deve ocorrer no próprio ano-calendário somente”. A escrituração regular, por sua vez, permite que os lucros sejam distribuídos no próprio ano-calendário ou nos seguintes.
Uma opção aplicável somente ao lucro real é a distribuição via Juros sobre o Capital Próprio (JCP). Considerado como despesa financeira, o que reduz o valor do lucro líquido para fins fiscais, conseqüentemente, impacta na base de cálculo do IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). “Esta solução, dependendo da situação fiscal da empresa, pode implicar economia significativa”.
Tudo comprovado
A deliberação sobre a distribuição de lucros ou dividendos tem de ser formalizada em ata de reunião ou assembléia de sócios, que servirá como documento. Dele devem constar os registros contábeis que atestam a existência de lucro a ser distribuído e que sejam capazes de comprovar perante terceiros, como autoridades fiscais, por exemplo, a natureza do pagamento efetuado.
É muito importante que as sociedades elaborem de forma cautelosa e mantenham em boa ordem os registros contábeis e demais documentos societários relacionados à deliberação de distribuição de lucros ou dividendos e, se for o caso, sobre o pagamento de JCP. É recomendável atenção também quanto às obrigações acessórias envolvidas. “Dentre elas, destacam-se a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) e a Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), transmitidas pelas pessoas jurídicas à Receita Federal do Brasil”.
Outro ponto a ser observado é que a empresa deve fornecer aos seus sócios os informes de rendimentos relativos aos pagamentos dos lucros ou dividendos, com especificação da natureza e do respectivo valor recebido, necessários para a prestação de contas ao fisco.
Ainda: “Se o valor distribuído for maior do que o previsto legalmente, o administrador que autorizou o pagamento fica, a rigor, obrigado a restituir à sociedade o valor excedente, sem prejuízo de eventuais sanções criminais”. Já o sócio que recebeu valores superiores não pode, em princípio, ser responsabilizado.
Para a empresa, o erro pode custar caro: “Se autuada, além do recolhimento do tributo, são previstas a possibilidade de aplicação de multa de ofício de 75% sobre o valor do tributo e a cobrança de juros de mora, entre outras penalidades”.

Postagem em destaque

Conheça os procedimentos para efetuar a compensação de contribuições previdenciárias  A empresa ou equiparado que efetuar pagamento ou r...